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Evolução do Tratamento


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Desde 1954, quando Kremen et al. publicaram seu trabalho experimental sobre derivação jejunoileal, inúmeras publicações têm sido encontradas na literatura acerca do Tratamento Cirúrgico da Obesidade Mórbida.

Em 1991, em Bethesda, Maryland, Estados Unidos, uma reunião de consenso do "National Institutes of Health" (NIH) estabeleceu indicações clássicas para o tratamento cirúrgico da obesidade, as contra-indicações, as características da equipe multidisciplinar, a necessidade de acompanhamento a longo prazo dos pacientes, a necessidade de esclarecimento aos pacientes sobre o procedimento e as principais operações indicadas. No entanto, dois problemas persistem até hoje: padronização de nomenclatura das diversas técnicas e padronização na análise de resultados.

Diferentes critérios têm sido citados para avaliação dos resultados do tratamento: Mason e Ito (1967), Payne e Wind (1969), Mason et al. (1975), Gomes (1979). Pace et al. (1979) consideraram que cerca de 82% dos seus pacientes tiveram resultados bons, pois tiveram perda de cinco libras por (2,25 Kg) por mês. Pories et al. (1982) definiram, assim como Maclean et al. (1981), perda de 25% de perda do peso pré-operatório como sucesso. Freeman e Burchett (1983) adotaram perda de 15% do peso pré-operatório como satisfatória. Outros autores utilizaram a perda de excesso de peso como parâmetro para análise dos resultados: Lechner e Callender (1981), Halverson et al. (1981), Linner (1982), Deitel et al. (1986) e mason et al. (1992); consideravam bons resultados a perda de 50% do excesso, sendo que Mason et al. aceitavam 25%. Brolin et al. (1986) introduziram o conceito de que os superobesos continuam com peso muito elevado após a cirurgia, apesar da grande melhora de comorbidades, sendo este parâmetro considerado a partir de sua publicação (1989).

Em 1986, Oria concluiu que além da perda de peso, a melhora das comorbidades e da qualidade de vida são fatores importantes na análise dos resultados do Tratamento Cirúrgico da Obesidade Mórbida após pesquisa com cirurgiões e psicólogos da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica (ASBS). Assim foi desenvolvido um questionário sobre qualidade de vida chamado "Moorehead-Ardelt Quality of Life Questionnaire" dentro de um projeto de análise de resultados conhecido como BAROS (Bariatric Analisys and Reporting Outcome System).

Recentemente, Fobi et al.(2005) consideraram como eficaz a técnica operatória que proporciona uma perda acima de 50% de excesso de peso em 75% dos pacientes por período superior a 5 anos. Sendo assim, metanálises das diversas técnicas em uso atualmente mostram:

  • Banda gástrica ajustável: 48,6%;
  • Gastroplastia vertical com bandagem (cirurgia de Mason): 58,3%;
  • Bypass gástrico em Y de Roux: 68,6%;
  • Derivação biliopancreática (Scopinaro e switch duodenal: 68,8%.

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