O Núcleo

CIRURGIA BARIÁTRICA E METABÓLICA

Indicação Cirúrgica

Independentemente das técnicas utilizadas, as cirurgias bariátricas são indicadas para as seguintes situações:
Em relação à massa corpórea:
• IMC > 40 kg/m2, independentemente da presença de doenças associadas.
• IMC entre 35 e 40 kg/ m2 na presença de doenças associadas à obesidade.

Em relação à idade:

• Abaixo de 16 anos: não há estudos suficientes que corroborem  essa indicação.
• Entre 16 a 18 anos: sempre que houver indicação e consenso entre a  família e a equipe multidisciplinar.
• Entre 18 e 65 anos: sem restrições quanto à idade.
• Acima de 65 anos: avaliação individual pela equipe multidisciplinar, considerando risco cirúrgico, presença de doenças associadas, expectativa de vida, benefícios do emagrecimento. Para a escolha do procedimento, considerar ainda limitações orgânicas da idade, como dismotilidade esofágica e osteoporose. Não há contraindicações formais em relação a essa faixa etária.

Em relação ao tempo da doença:

Sempre que o paciente apresentar IMC e comorbidades em faixa de risco há pelo menos dois anos, além de ter realizado tratamentos convencionais prévios e tido insucesso ou recidiva do peso, verificados por dados colhidos no histórico clínico do paciente. Essa exigência não se aplica: em casos de pacientes com IMC maior que 50 kg/m2 e para pacientes com IMC entre 35 a 50 kg/m2 , com doenças de evolução progressiva ou risco elevado.

3. Exames Pré-Operatórios
• Laboratoriais: definidos em protocolo próprio
• Avaliação com endocrinologista
• Avaliação cardiológica:
• Eletrocardiograma
• Ecocardiograma com Doppler
• Teste ergométrico
• Duplex scan venoso de membros inferiores com Doppler
• Avaliação respiratória:
• Radiografia de tórax
• Espirometria completa
• Polissonografia
• Avaliação do aparelho digestivo:
• Ultrasom de Abdomen
• Endoscopia digestiva alta (com pesquisa para helicobacter pylori)
• Avaliação de peso ideal e taxa metabólica:
• Bioimpedância com 8 eletrodos
•Calorimetria indireta
• Avaliação com Equipe Multidiciplinar Propria
• Nutricionista
• Psicologo
• Fisioterapeuta
•Fonoaudiologo
• Educador Físico

Técnicas Cirúrgicas

São aprovadas no Brasil quatro modalidades diferentes de cirurgia bariátrica e metabólica (além do balão intragástrico, que não é considerado cirúrgico):

Bypass gástrico (gastroplastia com desvio intestinal em “Y de Roux”)
Estudado desde a década de 60, o bypass gástrico é a técnica bariátrica mais praticada no Brasil, correspondendo a 75% das cirurgias realizadas, devido a sua segurança e, principalmente, sua eficácia. Nesse procedimento misto, é feito o grampeamento de parte do estômago, que reduz o espaço para o alimento, e um desvio do intestino inicial, que promove o aumento de hormônios que dão saciedade e diminuem a fome. Essa somatória entre menor ingestão de alimentos e aumento da saciedade é o que leva ao emagrecimento, além de controlar o diabetes e outras doenças, como a hipertensão arterial.

 

 
Banda gástrica ajustável
Criada em 1984 e trazida ao Brasil em 1996, a banda gástrica ajustável representa 5% dos procedimentos realizados no País. Apesar de não promover mudanças na produção de hormônios como o bypass, essa técnica é bastante segura e eficaz na redução de peso (20% a 30% do peso inicial), o que também ajuda no tratamento do diabetes. Um anel de silicone inflável e ajustável é instalado ao redor do estômago, que aperta mais ou menos o órgão, tornando possível controlar o esvaziamento do estômago.

 

 

Gastrectomia vertical
Nesse procedimento, o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 80 a 100 mililitros (ml). Essa intervenção provoca boa perda de peso, comparável à do bypass gástrico e maior que a proporcionada pela banda gástrica ajustável. É um procedimento relativamente novo, praticado desde o início dos anos 2000. Tem boa eficácia sobre o controle da hipertensão e de doenças dos lípides (colesterol e triglicérides).

 

 

 

Duodenal Switch
É a associação entre gastrectomia vertical e desvio intestinal. Nessa cirurgia, 85% do estômago são retirados, porém a anatomia básica do órgão e sua fisiologia de esvaziamento são mantidas. O desvio intestinal reduz a absorção dos nutrientes, levando ao emagrecimento. Criada em 1978, a técnica corresponde a 5% dos procedimentos e leva à perda de 40% a 50% do peso inicial.

 

 

 

 

Terapia auxiliar – Balão intragástrico
Reconhecido como terapia auxiliar para preparo pré-operatório, trata-se de um procedimento não cirúrgico, realizado por endoscopia para o implante de prótese de silicone, visando diminuir a capacidade gástrica e provocar saciedade. O balão é preenchido com 500 ml do líquido azul de metileno, que, em caso de vazamento ou rompimento, será expelido na cor azul pela urina. O paciente fica com o balão por um período médio de seis meses. É indicado para pacientes com sobrepeso ou no pré-operatório de pacientes com superobesidade (IMC acima de 50 kg/m2).



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